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Conheça os efeitos colaterais das redes sociais em sua vida financeira

O endividamento muitas vezes está ligado com a nossa vontade de viver uma vida que não é nossa e consumir mais do que podemos pagar

Por Kelly Lidiane

Sabemos que as redes sociais são extremamente utilizadas para conexão com amigos, familiares, colegas de trabalho e por aí vai. Acompanhar o que os outros estão fazendo, para muitos é um prazer, mas de acordo com um estudo realizado pela Universidade de Oxford, essa necessidade é uma síndrome que 70% da população mundial sofre, conhecida como FoMO, sigla em inglês para “Fear of Missing Out” ou medo de perder alguma coisa.

Segundo Andrew Przybylski, cientista social da Universidade, FoMO é um desejo de permanecer conectado com o que as outras pessoas estão fazendo, que surge por um sentimento de angústia e preocupação por idealizar que os outros possam estar com vidas mais gratificantes e prazerosas do que as nossas.

Para o pesquisador, a maioria de nós sofre dessa síndrome, que tem como as principais características:

  • Ser incapaz de se desconectar das redes;
  • Incômodo por não saber o que as pessoas estão fazendo;
  • Sentimento depressivo por não estar a par das novidades.

Com essa dependência em saber o que os outros estão fazendo, a rede social é um lugar muito propício para desenvolver o que chamamos de efeito manada — termo utilizado para descrever situações em que os indivíduos em grupo reagem da mesma forma — ou seja, pessoas que publicam suas novas aquisições como roupas, sapatos, smartphones, maquiagens, carros, e tantas outras compras. Essas que geram inúmeras curtidas, comentários positivos e compartilhamentos, e influenciam seus seguidores a fazerem a mesma coisa e de forma consciente ou inconsciente, apenas por não quererem “ficarem para trás”, devido a pressão da sociedade.

Segundo Friedrich Nietzsche, filósofo alemão, o mundo pode ser dividido em dois grupos de pessoas: as que têm vontade própria e as que seguem as vontades alheias.

O vídeo “Pasta Verde ou Vermelha” que pode ser visto por meio do vídeo que retrata como uma pessoa comete um erro apenas para não se sentir excluída em virtude dos demais estarem no sentido oposto.

As pessoas que seguem a vontade alheia nesse aspecto raramente têm um planejamento financeiro traçado e focam em manter um padrão de vida que não é a sua realidade. Tem até quem recorre a outros recursos para continuar com o status adotado (se enrolando em dívidas, por exemplo). Dessa forma, deixam as dívidas viraram uma “bola de neve” que dificulta cada vez mais a conquista de seus objetivos.

De acordo com a Serasa, que detém a maior base de dados da América Latina, o número de brasileiros inadimplentes chegou a 63,8 milhões em Jan/2020, sendo representado por 40,8% da população adulta no país.

No topo do ranking das dívidas estão os Bancos e Cartões, isso evidencia o uso inadequado do queridinho dos brasileiros.Vale lembrar que, o cartão de crédito é conhecido como o “vilão no orçamento”, devido aos juros no rotativo.

Para que seja possível alcançar as metas é preciso viver a própria realidade, gastar menos do que ganha (ter um padrão de vida condizente com a conta bancária) e aproveitar as oportunidades que as redes sociais oferecem, inclusive para ser uma fonte extra de renda. Afinal, elas têm muitas coisas boas, basta apenas agir com responsabilidade e discernimento.

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O Ação Jovem do Mercado Financeiro e de Capitais (AJ) é uma associação sem fins lucrativos que visa aproximar os brasileiros do mercado financeiro - www.ajmc.br

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