Uma dúvida natural dos investidores que começam a estudar sobre investimentos é porque a remuneração de muitos ativos de renda fixa são menos previsíveis do que o nome indica. Entenda neste artigo

Por Giovanna Bambicini

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Quando começamos a investir, um dos primeiros conselhos que costumam nos dar é: escolha produtos de renda fixa! Você já ouviu isso?

Na verdade, há várias opções na renda fixa e a maioria delas tem mesmo riscos menores do que os produtos de renda variável, como as ações. É que renda VARIÁVEL, como o próprio nome diz, pode variar. Ou seja, os movimentos do mercado impactam nos ganhos e no patrimônio aplicado. A boa notícia é que este tipo de ação costuma ter uma rentabilidade maior. Por outro lado, as pedras do caminho — riscos de origem diversa — podem diminuir os ganhos deste tipo de ação. E, para quem ainda está começando no mundo dos investimentos, é mais recomendável ir aos poucos, com mais previsibilidade e sem tantas emoções. A renda fixa, então, é uma boa opção para começar.

A renda fixa é o investimento mais seguro?

Então, se renda variável efetivamente varia, renda fixa só pode ser estática. Certo? Não necessariamente! A remuneração dos títulos de renda fixa costuma ser previsível, mas nem sempre está definida ao aplicar o dinheiro.

Essa percepção de que a renda fixa é “estática”, que não varia, pode até valer se você optar por papéis prefixados. Com este tipo de papel o investidor consegue saber o ganho exato até o vencimento daquela aplicação, que é a data marcada para você receber de volta o dinheiro mais os juros (daí o nome prefixado). Para isso, é necessário manter os recursos durante todo o tempo até o vencimento, sem resgates — se você precisar mexer antes, já não terá a mesma remuneração prevista.

Os títulos mais comuns de renda fixa são, no entanto, os pós-fixados, cujos retornos estão vinculados a algum índice, como a Selic ou o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), por exemplo, que costumam oscilar. Então, quando você aplica nesses títulos sabe que o seu dinheiro vai crescer de acordo com aquela referência e pode até ter uma ideia de quanto, mas não o valor exato.

A própria Selic, a taxa básica de juros da economia, saiu de 13,00% no início de 2017 para 2,25% em julho de 2020. O IPCA, que já esteve bem acima dos 4% da meta de inflação, está em menos de 2% agora, em meados de 2020.

Os produtos híbridos

Existem também os produtos híbridos, entre eles os prefixados e pós-fixados. Eles mesclam as estratégias de remuneração, ou seja, o retorno é calculado a partir de uma taxa prefixada acrescida de outra taxa que é atrelada a algum indicador (Exemplo: 2,5% + IPCA). Você sabe exatamente uma parte do ganho, mas o total depende da variação do mercado.

Então é isso: renda fixa pode não ser exatamente FIXA! Mas isso não é ruim! Os produtos com esse perfil são os que agregam mais segurança, por terem retornos previsíveis. São opções interessantes tanto para o investidor de primeira viagem quanto para o mais experiente.

Sobre a autora

Giovanna Bambicini é jornalista com mais de 15 anos de experiência em comunicação corporativa. Entre as empresas para as quais já atuou (e atua) na produção de conteúdo e assessoria de imprensa, a maioria faz parte do mercado financeiro, como bancos, corretoras e entidades de classe.

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O Ação Jovem do Mercado Financeiro e de Capitais (AJ) é uma associação sem fins lucrativos que visa aproximar os brasileiros do mercado financeiro - www.ajmc.br

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