Prefixada, pós fixada ou híbrida? Conheça os tipos de remuneração dos investimentos

Títulos de renda fixa tem diferentes formas de remunerar o investidor. Neste post você vai entender como cada uma funciona

Por Carol Stange

Muito bem, você decidiu começar a investir. Pesquisou a instituição financeira, decifrou as siglas, calculou o valor da aplicação inicial, projetou os aportes mensais… E aí na hora de apertar o botão para finalmente iniciar sua jornada de investidor, veio a dúvida: escolher rentabilidade prefixada ou pós-fixada? E ainda, o que é rentabilidade híbrida?

Não se preocupe! Separei aqui os tipos de rentabilidade e suas características para te ajudar nesse momento tão importante.

Rentabilidade prefixada

Um investimento com rentabilidade prefixada quer dizer que o investidor já a conhece na hora da contratação do produto. Por exemplo, ao escolher um CDB prefixado que paga 3% ao ano e tem prazo de três anos, esse (3% ao ano por 3 anos) será o rendimento recebido ao final do período contratado. Isso se o título for levado até o vencimento. Caso o resgate aconteça antes do vencimento, o investidor pode receber boas ou más notícias. Tudo vai depender do cenário econômico do país na data.

Descomplicando: quando colocamos nosso dinheiro em investimentos financeiros, é feito um acordo com o emissor do título sobre o período mínimo que esse investimento ficará rendendo. Se resgatarmos nosso dinheiro antes do prazo, podemos perder rentabilidade ou até pagar taxas extras.

A matemática funciona assim: se o título comprado por 1.000 reais em um papel prefixado paga 10% daqui a um ano, significa que o investidor receberá 1.100 reais no vencimento (1.000 reais mais os 10% de juros). Se, nesse meio tempo, o juro cair de 10% para 5%, passam a ser necessários 1.048 reais, e não mais 1.000, para chegar aos mesmos 1.100 reais ao final (1.048 mais 52, dos 5% de juros).

Na prática, se o investidor tem um título contratado a juros altos, verá seus papéis se valorizarem caso os juros caiam. Já se o investidor comprou a juros baixos, terá desvalorização no ativo quando os juros subirem. Portanto, ao escolher um produto prefixado, tenha um planejamento factível para levar a aplicação até o vencimento, assim você recebe o que foi combinado na hora da contratação.

Rentabilidade pós fixada

Os investimentos com rentabilidade pós fixada acompanham um indicador da economia, como por exemplo, acontece com o Tesouro Selic ou com os CDBs pós fixados. Esses títulos seguem a taxa básica de juros Selic e remuneram o investidor seguindo exatamente esse indicador. Esse tipo de rentabilidade é uma boa opção para quem está buscando menos oscilações de preço. Alguns ao invés de usar a Selic como indexador da rentabilidade, usam o CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

Existem ainda os títulos atrelados ao IPCA, que é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, medida oficial de inflação. Neles, o investidor recebe um valor fixado acima da inflação (X% do IPCA), o que garante o seu poder de compra ao longo do tempo.

Rentabilidade Híbrida

A terceira opção de rentabilidade é a híbrida, que combinam características dos títulos pré e pós-fixados. Isso significa que parte da rentabilidade vai ser fixa, contratada já no momento da aplicação e a outra parte acompanhará um índice da economia, como o IPCA (X% + IPCA).

O título público, Tesouro IPCA+ exemplifica bem esse tipo de rentabilidade. Ele rende a inflação, que é o IPCA, mais um complemento (representado pelo símbolo de “+” na sigla). Importante lembrar que essa rentabilidade combinada vale se o título não for resgatado antes do prazo combinado.

Investimentos que contam com a rentabilidade híbrida costumam ser bons para o longo prazo porque o investidor se protege da inflação e garante seu poder de compra.

Agora que você já conhece sobre os 3 tipos de rentabilidade para seus investimentos, faça uma análise realista respondendo às seguintes perguntas: consigo manter meu investimento até o prazo de resgate? Esse produto está alinhado com meu perfil de investidor? Estou confortável com a rentabilidade oferecida? Estou consciente dos riscos da minha escolha?

Lembre-se de que a rentabilidade é apenas um dos pontos a serem analisados ao escolher começar seus investimentos, ok?

Um beijo e até o próximo conteúdo educativo sobre finanças pessoais investimentos. Até mais!

Sobre a autora:

Carol Stange orienta pessoas, há mais de 15 anos, sobre Finanças Pessoais, Educação Financeira, Desenvolvimento e Gestão de pequenos negócios. Apaixonada por Educação Financeira, Carol é educadora, colunista, palestrante, empreendedora e micro influenciadora digital, com mais de 50 mil pessoa acompanhando seus posts diários sobre o tema em suas redes sociais. Conheça mais em www.carolstange.com.br e www.comoenriquecerseufilho.com.br

O Ação Jovem do Mercado Financeiro e de Capitais (AJ) é uma associação sem fins lucrativos que visa aproximar os brasileiros do mercado financeiro - www.ajmc.br

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